Nota: esses parágrafos fazem parte de um texto maior, mas achei esse trecho tão bonito, de uma pessoa em depressão profunda, começando a fazer algo pequeno, após ter tido um sonho muito vivido, que resolvi publicar aqui, e, quando tiver concluído a novela que ele faz parte, apaga-lo.
Tu senhor manténs acesa a minha lâmpada; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas. (Salmo 18, 28)
Joshua acordou e seus olhos fixaram-se em
um feixe de luz a entrar pela cortina da janela, sua mente levemente confusa,
não sabia dizer se por ter chorado até adormecer ou se pela multidão de coisas
que vira em um sonho real, muito real. De seus lábios um balbucio saiu: que
haja luz...
Levantou-se e abriu a janela para que mais
luz entrasse, “pois só se pode ir a algum lugar se houver luz”, disse ainda em
balbucio. Retirou da cama o cobertor e os travesseiros, e pela primeira vez em
dois anos, começou a arruma-la, dizendo a si mesmo: “há um tipo de grandeza que
é superior a grandeza física, é na verdade superior a todas as demais
grandezas. É a grandeza do arrume sua cama. Há muitas maneiras de dizer isso,
mas essa tem sido a mais utilizado no momento, ainda que não haja muitas
pessoas a pondo em ação.”
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